sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Filip Naudts

Direi, possivelmente, o que já disseram, mas repito-o. Repito-o com as mãos trémulas e hesitantes. Há um céu total que paira sobre nós, uma árvore despida e perdida que se enleia no nosso caminho. Temos o milagre espantoso da natureza todos os dias no epicentro do nosso corpo.

Sei que virá uma manhã, num futuro inquantificável, em que não teremos o milagre da natureza a escorrer pelos nossos olhos. Teremos somente a morte – vazio, escuridão e nada.

1 comentário:

caco disse...

Um corpo nu, a natureza crua na imensidão de um ser... (nao sei se entendo sempre o que queres dizer. sei que entendo sempre o que sinto ao te ler. E hj, algo me chamou para aqui)