Na senda dos olhos azuis do teu rosto
quando Lorca saiu de casa no trágico dia
dezanove de agosto de mil novecentos e trinta e nove
e todo o centeio se desfez
o poema sobre o azul dos teu olhos ficou por escrever
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
primeiro poema bordado sobre a imagem do teu rosto
I
ainda que submerso de mar falta-me água
no corpo
II
rasgo a tua pele
os seios de Melpoméne
III
na ilha de Utopia na rua antiga vaticinei as ilhargas do teu corpo
a martelo e a cinzel contra o ideal comunista de Rafael Hitlodeu
bordei a luz imaculada do teu rosto
IV
desce assim a tarde no esófago desta dor
noite que nasce na insónia do vazio
V
tu és a salvação do homem pérfido do homem preenchido por silêncios
os meus intestinos fervem por não estares aqui no hipocentro de mim
I
ainda que submerso de mar falta-me água
no corpo
II
rasgo a tua pele
os seios de Melpoméne
III
na ilha de Utopia na rua antiga vaticinei as ilhargas do teu corpo
a martelo e a cinzel contra o ideal comunista de Rafael Hitlodeu
bordei a luz imaculada do teu rosto
IV
desce assim a tarde no esófago desta dor
noite que nasce na insónia do vazio
V
tu és a salvação do homem pérfido do homem preenchido por silêncios
os meus intestinos fervem por não estares aqui no hipocentro de mim
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