porque foi em ti que vi o fulminar do sol sobre os muros de cal porque era em ti que os cabelos ondulavam no despotismo do vento como searas
porque tu eras a génese de todos os silêncios
em mais nenhum corpo encontrei os poemas do Eugénio
só no teu
segunda-feira, 31 de março de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
quinta-feira, 27 de março de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
domingo, 23 de março de 2008
sábado, 22 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
sábado, 15 de março de 2008
Pedido simples
Despe-me com a integridade das tuas palavras
Abre-me o corpo
Deposita-te em mim celeste e sublime
Materializa-me toda a felicidade
quinta-feira, 13 de março de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
Promessa
se me abrires espaços imperdíveis
se me disseres que dentro de ti nos lugares mais fundos existe um deserto árduo para meu deleite
eu prometo-te na violência das manhãs ser um corpo supremo de amor
domingo, 9 de março de 2008
Imperativos
todo o meu corpo é um escombro, uma linha ténue de tempo que dividirá, em silêncio espesso, o mar
quinta-feira, 6 de março de 2008
domingo, 2 de março de 2008
porque, ontem, dormi numa cidade de mar
Acredita na violência da beleza do mar, no seu aroma de elemento puro e tem fé no horizonte imposto porque, amanhã, nesse preconizar do futuro, só te restará, nos escombros da memória, o corpo que, outrora amordaçado contra o teu, foi um barco perfeito de silêncios
sábado, 1 de março de 2008
Março, mês da primavera
Tal como a primavera também tu, corpo necessário, corpo fulcral, virás na cadência, solene e natural, do próprio dia. E, sobre cada desabrochar, sobre cada fonte de água essencial, sobre um azul cada vez mais pleno, assumirás, dentro de mim, no meu corpo ainda precário, uma revolução de amor com contornos catastróficos de felicidade.
poesia in progress (arquitectura)
As palavras como rios de seiva e como selvas de desejo sagaz, hoje, num espaço confinado ao inexcedível e ao interminável, planaram sobre os nossos corpos tenros.
Pessoalmente, a cada palavra, na sensibilidade possível, no palato e no cheiro, reportei-me para ti, deusa, sereia eterna, mulher, corpo de incêndio por acontecer no centro da minha vida.
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