sábado, 12 de janeiro de 2008

“Talvez alguém, talvez Blimunda, não por ter puxado Baltasar para a barraca, sempre foi mulher para dar o primeiro passo, para dizer a primeira palavra, para fazer o primeiro gesto, mas por uma ânsia que lhe aperta a garganta, pela violência com que abraça Baltasar, pela sofreguidão do beijo, pobres bocas, perdida está a frescura, perdidos alguns dentes, partidos outros, afinal o amor existe sobre todas as coisas.”

Página 334, “Memorial do Convento”, José Saramago


Já guardei o pó do teu corpo na gaveta mais recôndita da casa. Não te respirarei nunca mais

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