sexta-feira, 25 de dezembro de 2009


Medo de me destruir em napalm

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Diário de Paris

Sei que pela igreja entrava o mar, como um rasto raso de sangue
as ondas pela protecção das paredes pareciam domesticadas
Foi ali naquele espaço decorado entre o barroco e o neoclássico
ou qualquer estilo que não tem a menor importância
Com a água a baloiçar nos nossos pés
Entre mergulhos e contemplações sobre o bizarro da situação
Que encontrei a tua boca, qualquer coisa de muito liso na tua pele

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

[caim, esse sindicalista dos direitos do homem, eleito pelo acaso do temp0]

e eu, herege, imolado nestas tantas blasfémias, anos milhares depois

pronto para morrer no longo sorriso do Senhor


como o temo

e talvez venha Lídia e me limpe, talvez me congele e me salve.

vem Lídia

vem