quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Robert Capa

lamento a vida, a obsessiva curiosidade, as balas que não furam os corpos

esse sémen criminoso que procria

relembrem aqueles dias sobre o quarto cinzentos pretos negros onde queremos morrer

porque simplesmente não fazemos sentido

porque não correspondemos aos idílios da nossa cultura

- a mulher vaga dos sonhos não está estendida na nossa cama pronta para a explosão sensorial

relembrem a dor inexplicável do abandono, da rejeição, da inferioridade

nas casas espalhadas pelo silêncio

assumo a ideia de suicídio colectivo a morte em massa

uma redenção uma paz ubíqua por todo o corpo
Em Novembro começam os anúncios publicitários natalícios. Em Dezembro os centros comercias inundam-se de pessoas que efusivamente procuram presentes redentores. Mas porquê? Acreditamos todos que esse tal de Jesus Cristo, esse ser que a História releu como messias, foi um ser transcendente? Que falou com Deus? Que morreu por nós na Cruz?

Eu sei que a humanidade precisa de mitos, que a humanidade precisa de guias espirituais tal é a megalomania da incerteza. Mas estes vinte séculos de guerras e desigualdades comprovam a decadência desse mito.

Peguemos em Gandhi, no seu altruísmo, em todas as câmaras que comprovam a veracidade das suas acções e partamos dele para esse indeterminado futuro. Motivemo-nos nas verdades, naquilo que realmente sabemos que existiu.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Estou cansado de pós-modernismos e de definições indefinidas. Não me sei. Ninguém sabe. Que venha essa implosão de uma vez por todas. Que não nasça o sol depois desta noite.