domingo, 13 de janeiro de 2008


Caímos impiedosos neste defeito maligno e profundamente humano de julgar. Numa tarde qualquer, das que existem pela vontade transcendente, matamos um corpo e selamos-lhe a alma convencidos do heroísmo do acto. O sangue passa a escorrer-nos pela face em vez do suor real. Retornamos à tarde, num pensamento vão, enquanto conduzimos – automáticos - o carro para casa. Lembramo-nos dos olhos e da cor da pele no momento da queda. Sentimos angústia e desolação.

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