A tarde expande-se pela minha alma e nenhuma outra palavra, para além, de necrotério me ocorre. O sol esburaca, já, os meus poros e quase que sinto a melodia da morte. Vejo a repetição de homens tombados sobre o final. Não é auspicioso o futuro. Preocupa-me a falta de dignidade em vida.
Também eu debaixo da mesa no cochicho do poema. Possivelmente, uma mosca de zumbido alado que atenua o silêncio. O coração foi remexido e toda a casa está desarrumada, os pratos sobre a cama. Pudesse eu, nesta condição de excessivo, materializar os meus sonhos um a um. Tudo seria antagónico - os corpos sobre a mesa.

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