Imagina esses pássaros todos os dias da tua vida
A comerem-te a focagem dos olhos
como ratazanas iridescentes no coração dos teus afagos
E tu amorfo pseudo-intelectual a recorrer a processos semióticos
a axiomas esgotados
[Corta a tesoura a sebe caem escadas no pátio do corpo]
Sobe-te uma dor de sangue preto só vista nos poemas do Al Berto
Que te atinge os dedos o pénis quando o outro corpo é só carne
E avistas remoinhos de helicópteros gretados
Insectos de pedra
Pressentes debaixo da língua contingentes de pessoas mortas
[sempre para além do manual de instruções]
Como parar esta alucinação perdida entre a noção de real e de irreal
Como reconstruir as destruições sucessivas do corpo de facas espetadas
Pelas cicatrizes
Como abandonar a minha vida ao submundo
Da incerteza
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)
