sexta-feira, 18 de junho de 2010


onde dormirás esta noite Blimunda

terça-feira, 15 de junho de 2010

«revisito o teu cabelo de lava»

tanto caminhamos de pés descalços sobre a memória mesmo que seja o presente a maior das evidências

quinta-feira, 10 de junho de 2010








(DANIEL FILIPE /NUNO JÚDICE/EUGÉNIO DE ANFRADE: estudos intertextuais)

tu reclinas os barcos ardilosos nos dois copos contíguos à mesa
e por isso pergunto-te: o que beberemos agora
que líquido na minha garganta para evacuar esta sede
eléctrica de barragens

empenhas-te em tombar o silêncio para que a minha palavra brote
queres a enxurrada de fogo no significante o brado no significado
mas os códigos nunca interessarão na simplicidade desta casa estival
estamos a sós nos ramos das macieiras

a conversa extinguiu-se no término vibratório da nossa última frase
já to disse interminavelmente embora não concebas a lógica
fisiológica do som

de ora avante estarei concentrado nas personagens da minha esquizofrenia para continuar a ser o homem mais simples
do mundo e remar

adiante a palavra entre nós só poderá ser um eczema violento

eximo-me assim

o que brilhou foi pássaro e não é mais

«Adeus»

sábado, 5 de junho de 2010

continuas a ser na minha pele uma cicatriz a pique que reabro sem piedade todos os dias