domingo, 16 de janeiro de 2011

não digas na sombra o que já disseste na claridade

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Estudos de intertextualidade (Ruy Belo e Eugénio de Andrade): diálogo sem sentido com os homens

nem em Madrid haverá a luz de que ansiavam os «Jacarandás» de Lisboa
nem nas dunas de Fão essa toda enorme propensão da «Alegria»
o mar metafórico nunca  será outra coisa que uma circunvalação no cerne da procura
o movimento epidémico do homem sincrético que se banha no amor porque é feito de violência
será sempre uma degeneração do encontro pelo desencontro
estamos na voz colectiva condenados à inexistência no centro da existência
a procurar Muriel na sede das veredas no infinito das avenidas a encontrar felicidade na perda
e mesmo a utopia como realização terminal é somente o maior dos caminhos
Contrariar-te na localização do movimento

se caí da vertigem dos penhascos do Cabo Espichel e do paroxismo das minhas escoriações me levantei

foi para te dizer que não há pontos cardeais no coração da morte
que a realidade é um mero problema da vida

sábado, 1 de janeiro de 2011