quarta-feira, 28 de abril de 2010

podias vir
eu esperar-te-ia com a mesa limpa as cadeiras próprias
prepararia a cozinha azul para ti
falaríamos desse passado prolixo dessas tuas mãos poeirentas como calcário
utilizaríamos verbos correntes
nada de dizer dirimir emular estremecer fenecer
emanar
tu e eu e as coisas mais simples
o nosso café acevadado umas torradas bruscas toda a solidão da mesa
nós e a nossa narrativa
frases cambaleantes de que morremos um dia na estrada sinuosa da vida
comprarei o pão amanhã
não nos veremos nunca

segunda-feira, 26 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

agora rememoro


dizias amanhã virá o dia «branco» o dia «puro»

amanhã virá a utopia intemporal o homem iluminado metafísico

pronto para o amor

para a compaixão

sábado, 10 de abril de 2010

Glenn Brown


Ludwig Múzeam (Hungria), a obra de Glenn Brown ao vivo, para registar.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

até onde vai a tua boca
ela não pára no tempo