vamos cair. decidiram hoje. ou no esplendor civilizacional ou no seu mero espectáculo de animalidade. mas vamos cair.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
nos caminhos metafóricos e iluminados apenas a ideia de um silêncio visceral se tem reiterado
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
E viajas apressadamente nas características do útero recíproco onde as esponjas desgarradas viabilizam o desapossamento das minúsculas escarpas como um ascensor de areia agarrado á guitarra das ondas renovando as imperfeições das algibeiras no calor cilíndrico das grinaldas e tudo se explica quando as possibilidades da argila ficam exaustas nas introspecções da pele quando a solenidade permanente de um fio musgoso derruba ansiosamente as contradições dum lugar virginal e tudo se explica quando se corrompe a ourivesaria vegetal do poema no derrame nítido dos teus ombros como um gosto de frutos desalojados que irradiam imperceptivelmente nos exames puros das espontâneas fissuras As constelações regressam lentíssimas ao centro da rama lavrada pedindo uma parcela de mar eu tu aqui na confidência do cais desatando as vocações das ervas transparentes nas instâncias das mãos para agitar as coincidências das bocas na turgescência dos seios e os membros suscitam os conceitos sonâmbulos da claridade ao identificarem a transmudação do desejo
Luís Serguilha, “Embarcações”
Alex Katz
os dedos não ressoam todas estas voragens. por vezes não respiro
sábado, 11 de outubro de 2008
Alex Katz, Sparkling Sea 2, 2007
a metafísica não corrompe o teu jugo. impregnaste-me de obsessão. ódio. de gritos eufemizados na violência com que possuo mulheres. com que abro e fecho portas.
Laura Henno, Untitled, 2005, courtesy of the artist