terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Visp:

A noite encerra-me num silêncio desmedido trazido pela montanha. Sem o mar, a uma distância próxima, a minha saliva ondula à procura de barcos que te transportem. Tu não vens, alias, tu nunca vens. Proporcionas-me os rebordos materiais desta espera. São porcelanas e vidros húmidos de líquidos, são pedaços de segundos que engulo no olhar.
Queria que tudo ardesse e até mesmo a neve. Uma avalanche que destruísse a aldeia. Gritos de sofrimento por toda a parte. Para quê a natureza mais incomensurável se tu natureza simples não vens e não me desmoronas no frio desta cama quente. Para quê se tu não vens e não me incendeias de amor. Para quê se tu não vens e não me abres uma montanha no coração

Sem comentários: