Palmilhei as horas devagar
na romagem da cal e da memória.
Escrevi-me no pretérito imperfeito
e inscrevi os olhos em becos e recantos
onde os nomes, marcados para sempre.
Depois, senti o passado perpassar
longe
e tão perto
que pude ver meus versos
com ele, e nele, a caminhar.
Luísa Freire, Ciclo da Cal
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