A construção deste espaço nunca foi, para mim, um acto caprichoso de vaidade ou uma forma presumida de criar um discurso erudito para exacerbação ou valorização própria. Alias, nunca, em qualquer momento, da minha parte, houve uma intenção de publicitação massiva. Foram, e como provam as pouquíssimas visitas de que este espaço foi alvo, informadas, apenas, pessoas cuja proximidade e sensibilidade me davam a impressão de querem partilhar, comigo, estes pequenos pedaços de momentos efémeros.
Se, eventualmente, alguém ficou com a ideia do contrário queria, desde já, desmitificar essa hipótese. Sempre parti de uma premissa muitos simples: quem através do infinito conhecimento procura, de uma forma séria, a verdade e o seu auto-entendimento deve, obrigatoriamente, ser avesso a trivialidades como a vaidade ou a presunção. A descoberta, como seres humanos, do nosso enquadramento no espaço e no tempo é, no meu entender, um exercício bastante sério e urgente.
Portanto, por outras palavras, para que me compreendam, entendo a arte como a acção mais profunda da humanidade, apresentando-se, verdadeiramente, como único caminho para a transcendência.
E a arte, embora, a todos os níveis, ambígua, não se circunscreve somente a determinadas elites. Qualquer acto que nos afaste da nossa condição inicial de “animais acossados na luta pela sobrevivência” [1] , qualquer forma de expressão e reflexão, mesmo que pequena e simbólica, mesmo que com baixos códigos de leitura ou baixos índices sócio - culturais, é uma forma de arte. Certamente, não terá o mesmo valor de obras eruditas, reconhecidas por uma comunidade e por um público, no entanto, pelo menos, terá um valor simbólico – representa um importante crescimento interior.
É com esta consciência e com este pensamento que este blogue se processa. Busco-me como ser humano, ciente de que a cada palavra, a cada frase ou verso, me humanizo e me dignifico.
Para finalizar, e chegando ao objectivo primordial desta reflexão, não discuto a suposta fundura das minhas reflexões nem a qualidade ou beleza dos textos. Humildemente, reconheço as minhas falhas, os meus erros, a minha inaptidão. Mas nunca, em qualquer situação, aceitarei que chamem às minhas palavras vulgares porque elas embora, horríveis e modestas, representam um momento, particular e íntimo, de descoberta e de procura a todos os níveis. Elas são a prova evidente de que me refuto a qualquer tipo de alienação e que, ao mesmo tempo, não sou um mero animal irracional.
[1] Sophia de Mello-Breyner Andresen - “Posfácio”, Livro Sexto, Lisboa, Moraes Ed., 1976, pp.75-77
Se, eventualmente, alguém ficou com a ideia do contrário queria, desde já, desmitificar essa hipótese. Sempre parti de uma premissa muitos simples: quem através do infinito conhecimento procura, de uma forma séria, a verdade e o seu auto-entendimento deve, obrigatoriamente, ser avesso a trivialidades como a vaidade ou a presunção. A descoberta, como seres humanos, do nosso enquadramento no espaço e no tempo é, no meu entender, um exercício bastante sério e urgente.
Portanto, por outras palavras, para que me compreendam, entendo a arte como a acção mais profunda da humanidade, apresentando-se, verdadeiramente, como único caminho para a transcendência.
E a arte, embora, a todos os níveis, ambígua, não se circunscreve somente a determinadas elites. Qualquer acto que nos afaste da nossa condição inicial de “animais acossados na luta pela sobrevivência” [1] , qualquer forma de expressão e reflexão, mesmo que pequena e simbólica, mesmo que com baixos códigos de leitura ou baixos índices sócio - culturais, é uma forma de arte. Certamente, não terá o mesmo valor de obras eruditas, reconhecidas por uma comunidade e por um público, no entanto, pelo menos, terá um valor simbólico – representa um importante crescimento interior.
É com esta consciência e com este pensamento que este blogue se processa. Busco-me como ser humano, ciente de que a cada palavra, a cada frase ou verso, me humanizo e me dignifico.
Para finalizar, e chegando ao objectivo primordial desta reflexão, não discuto a suposta fundura das minhas reflexões nem a qualidade ou beleza dos textos. Humildemente, reconheço as minhas falhas, os meus erros, a minha inaptidão. Mas nunca, em qualquer situação, aceitarei que chamem às minhas palavras vulgares porque elas embora, horríveis e modestas, representam um momento, particular e íntimo, de descoberta e de procura a todos os níveis. Elas são a prova evidente de que me refuto a qualquer tipo de alienação e que, ao mesmo tempo, não sou um mero animal irracional.
[1] Sophia de Mello-Breyner Andresen - “Posfácio”, Livro Sexto, Lisboa, Moraes Ed., 1976, pp.75-77
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