Nem só de lirismo ou de artes se faz o mundo. Alias, a base de qualquer expressão artística, seja ela de que modo for, deverá ter uma forte conceptualização inerente ao pensamento de quem a produz. Este facto, por si só concede, aquilo que é vital para o valor artístico – a moralidade da própria obra de arte. E o pensamento de quem produz poderá ser a sua percepção política, a sua cultura, a sua consciência social ou o seu processo lato educacional. Será, por fim, funcionando como um catalisador, o seu poder reflexivo o agente responsável pelo despoletar da obra de arte e pela sua qualidade.
Portanto, para mim, sem presunções artísticas, penso ser importante neste espaço, para além de demonstrar obras de arte, opinar acerca de tudo aquilo que condiciona a, própria, obra de arte.

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