Estudos de Intertextualidade (continuação)
e tu disseste que virias na tarde que nunca vieste
os rios despidos os animais sem água todas as roseiras
numa pulsação cadente de sede
falhar a promessa é revigorar a dor de quem esperará
de quem estendeu a sua ânsia nos gumes delicados do tempo
esperei-te para que me salvasses para que cumpríssemos o indizível
enquanto caem as tardes em eco enquanto rememoro a chuva nos desertos
são as coisas da vida o perecer da luz
diz continua a dizer resignações de problemas estivais
espero ainda com o meu singelo coração de napalm todo o espaço que te posso dizer
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