segunda-feira, 14 de abril de 2008

deixo-me ficar na apatia deste quarto as paredes rasgadas a janelas cerradas todo o tempo mudo a correr lá fora grito frases invertidas ou combato com as mãos os fantasmas da temporalidade leio neste tédio navios longínquos e gigantes arrastados pelas correntes pergunto-me se não serei longe daqui

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