terça-feira, 20 de novembro de 2007

Promessa

Não cabe mais ninguém nos meus poemas.
Agora serei só eu e as minhas romãs
e os meus mestres espalhados pelos arrozais.
No meu poema só os crisântemos
vestidos de crisântemos
só a sombra dos homens despidos de homens.
Os amantes que fiquem cá fora
nesta casa sem tecto na lama
deste meu corpo.

Catarina Nunes, "Prefloração"

Quando as letras voam as palavras resistem-me apenas na voz. Digo o teu nome vezes sem conta.

Repito-o com o coração a arder

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