quarta-feira, 1 de junho de 2011

primeiro poema bordado sobre a imagem do teu rosto

I
ainda que submerso de mar falta-me água
no corpo


II
rasgo a tua pele
os seios de Melpoméne


III
na ilha de Utopia na rua antiga vaticinei as ilhargas do teu corpo
a martelo e a cinzel contra o ideal comunista de Rafael Hitlodeu
bordei a luz imaculada do teu rosto


IV
desce assim a tarde no esófago desta dor
noite que nasce na insónia do vazio


V
tu és a salvação do homem pérfido do homem preenchido por silêncios
os meus intestinos fervem por não estares aqui no hipocentro de mim

Sem comentários: