Estudos de intertextualidade (Ruy Belo e Eugénio de Andrade): diálogo sem sentido com os homens
nem em Madrid haverá a luz de que ansiavam os «Jacarandás» de Lisboa
nem nas dunas de Fão essa toda enorme propensão da «Alegria»
o mar metafórico nunca será outra coisa que uma circunvalação no cerne da procura
o movimento epidémico do homem sincrético que se banha no amor porque é feito de violência
será sempre uma degeneração do encontro pelo desencontro
estamos na voz colectiva condenados à inexistência no centro da existência
a procurar Muriel na sede das veredas no infinito das avenidas a encontrar felicidade na perda
e mesmo a utopia como realização terminal é somente o maior dos caminhos
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