sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Diário de Paris

Sei que pela igreja entrava o mar, como um rasto raso de sangue
as ondas pela protecção das paredes pareciam domesticadas
Foi ali naquele espaço decorado entre o barroco e o neoclássico
ou qualquer estilo que não tem a menor importância
Com a água a baloiçar nos nossos pés
Entre mergulhos e contemplações sobre o bizarro da situação
Que encontrei a tua boca, qualquer coisa de muito liso na tua pele

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