move-te corpo insano move-te de dor e de prazer
oscila na nevralgia do pénis
esmaga-o surpreende os limites do teu coração
esse órgão tão frágil como o vento nos rios
e intenta a moral o espírito do tempo os códigos culturais
abana-te e diz-lhe que és uma prostituta porca sostra
que queres que ele te foda o cu como os marinheiros na chegada ao cais
sim rasga o tempo com a raiva do coito destrói milhares de anos de escravidão
[essa praia bendita que não chega, esse dia de luz pura…]

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