quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Vladimir Velickovic

talvez porque eu seja um corpo violado ainda adormecido no coma talvez porque a crueza dos gestos se tenha despenhado por entre todas as minhas coisas íntimas e o delíquio permaneça até hoje nos suspiros não controlo o tempo os seres humanos a sua desumanidade por isso recôndito me encoste na protecção dos poemas e da voz fria da vida eu tenha medo

Sem comentários: