Nunca, em qualquer momento, ao longo do meu crescimento e das minhas aprendizagens, me foi indiferente este complexo titânico de fenómenos e de ambiguidades com que se caracteriza o mundo.
Numa, humilde, análise á humanidade, desde os seus primórdios, penso que nunca outra coisa foi tão severa e tão essencial para o Homem como perceber a lógica da existência da vida e, por consequência, do mundo. Poderemos perspectivar o planeta e sua evolução sob várias formas. Mas veremos que todas, por caminhos diferenciados, irão confluir numa mesma direcção – o de explicar o sentido da existência humana.
Provavelmente, e considero-me um dos tantos transeuntes deste mundo, estaremos como civilização presente muito longe dessa descoberta e, por ventura, duvido que o tempo que medeia o presente e o da implosão final do mundo chegue para que o descubramos.
Embora mergulhados nesta questão essencial, entre avanços e recuos, entre guerras e descobertas tecnológicas, é certo que o planeta e a humanidade continuam a habitar o tempo e a transformação dos princípios que constituem a nossa sociedade ocorrem a uma velocidade cada vez maior.
Garantir que o futuro da civilização e do planeta seja promissor não é, apenas, uma obrigação de consciência. É, também, uma atitude altruísta e filantrópica que simboliza que o irracionalismo da condição inicial se perdeu e que o ser humano enlevado consegue racionalizar inteligivelmente as suas acções.
Há aqueles que, apesar das atenuantes, acreditam no futuro. Para o reputado Sociólogo Alvin Tofler “com inteligência e um mínimo de sorte – a civilização emergente pode tornar-se mais sã, sensata e sustentável, mais decente e mais democrática do que qualquer que jamais conhecemos”
É nosso dever como privilegiados, como estudantes do ensino superior com constante acesso ao conhecimento erudito, dirigirmos as nossas acções e contribuirmos para a melhoria do futuro.
Por isso, este projecto direccionado para o desenvolvimento humano.
(Prefácio do trabalho de gestão)
1 comentário:
Grande sacana... Que belo prefácio!
Concordo totalmente com o Tofler... Se nunca poderemos perceber o porquê da nossa existência ao menos continuemos a dar razões para que haja interesse na humanidade e na sua renovação, sempre alicerçada na magnífica diversidade humana que ainda no outro dia admirávamos.
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